Matéria postada no Portal IG sobre nosso esporte...
No Rio, paintball é brincadeira de gente grande
Com uso de estratégia e equipamentos modernos, esporte prova que é mais do que uma simples guerra de tinta
O clima é tenso e o cenário é
intimidador. Carcaças de veículos, pneus abandonados e homens com roupas
camufladas dividem espaço em uma fábrica desativada, tendo ao fundo um
intenso som de disparos. A descrição poderia ser perfeitamente de uma
guerra, não fosse um detalhe. As pessoas envolvidas nessa situação são
atingidas por tiros, mas de tinta e de várias cores. Tido por muitos
apenas como uma opção de diversão entre amigos no fim de semana, o
paintball tem crescido e, no Rio, já possui um campeonato com premiações
que totalizam R$ 10 mil.
Os capitães reúnem suas equipes e repassam a estratégia, ponto fundamental para se obter a vitória. Equipados com coletes, roupas especiais, máscaras, marcadores carregados e até quatro tubos extras com 140 bolinhas cada, os jogadores se posicionam como se estivessem indo para uma guerra.
“Com a pressão a 280, dói o disparo feito a uma curta distância. Sem uma proteção específica, pode causar um hematoma grande. Mas quem participa de campeonatos está preparado”, diz o presidente da Federação de Paintball do Estado do Rio, Ataíde Braga.
Uma sirene soa. Esse é o sinal, a disputa começou. Separados por uma tela de segurança, os torcedores - na maioria amigos e parentes dos jogadores - acompanham cada lance. Uns comemoram, outros avaliam o jogo com um olhar confuso.
Entre
pneus e outros obstáculos, os jogadores se escondem para fugir dos
“tiros”. Um jogador que atua em uma posição que necessita disparar muito
usa em média 500 bolinhas de tinta em um round. Ao final da etapa, é
feita a contagem de quantos foram atingidos em cada equipe e, assim,
determina-se o vencedor.
Mesmo
com a aparência inicialmente intimidadora, o presidente da federação,
Ataíde Braga, incentiva qualquer pessoa a partir dos dez anos a jogar
paintball – não em competição e, sim, em lazer. Segundo ele, os
equipamentos envolvidos na partida passam por um controle rígido e os
donos dos marcadores são obrigados a ter um registro junto ao Exército, a
exemplo do que acontece com os atletas de tiro esportivo.
“O esporte é baseado nos valores da amizade, do respeito, da responsabilidade e da confiança. Como lazer, qualquer um pode brincar”, finaliza.
Criado nos Estados Unidos
há cerca de 20 anos, o esporte possui três modalidades: Speed, Real
Action e Cenário, sendo essa última a adotada na competição carioca.
Nessa vertente o campo é temático, podendo simular uma área de batalha.
No torneio, as partidas são disputadas entre duas equipes com 15
integrantes cada - sendo 12 titulares e três reservas - em dois rounds
de 15 minutos. O objetivo: eliminar os adversários com disparos de
tinta.
| André Durão |
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Jogadores ajustam marcadores de tinta antes de entrar em campo
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Minutos
antes de a partida começar, a adrenalina entre os participantes é
visível. Organizadas em tendas montadas em meio a árvores e folhas
secas, as equipes cuidam de todos os detalhes para nada sair errado. Os
marcadores de tinta - nome dado aos equipamentos semelhantes às armas -,
postos lado a lado, são regulados.
Cada equipamento sai
carregado com 200 bolinhas de tinta e com uma pressão de disparo de 280
fps (pés por segundo). Para se ter uma comparação, em um jogo de
paintball de lazer a pressão média é de 160 fps.Os capitães reúnem suas equipes e repassam a estratégia, ponto fundamental para se obter a vitória. Equipados com coletes, roupas especiais, máscaras, marcadores carregados e até quatro tubos extras com 140 bolinhas cada, os jogadores se posicionam como se estivessem indo para uma guerra.
“Com a pressão a 280, dói o disparo feito a uma curta distância. Sem uma proteção específica, pode causar um hematoma grande. Mas quem participa de campeonatos está preparado”, diz o presidente da Federação de Paintball do Estado do Rio, Ataíde Braga.
Uma sirene soa. Esse é o sinal, a disputa começou. Separados por uma tela de segurança, os torcedores - na maioria amigos e parentes dos jogadores - acompanham cada lance. Uns comemoram, outros avaliam o jogo com um olhar confuso.
“Caramba! Esse é cara é muito bom”,
vibra do lado de fora o integrante reserva de uma das equipes ao ver o
companheiro chegar perto da base adversária sem ser notado. “É mesmo”,
concorda um amigo, com cara de quem não entendeu a importância do feito.
Pela
regra, os torcedores podem fazer comentários entre si, mas não estão
permitidos a passar informações para o jogadores, caso contrário, a
equipe favorecida será punida. No campo, os participantes podem
conversar, mas se forem atingidos por um disparo devem permanecer
calados e aguardar o fim do round.
| André Durão |
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A sirene soa e os jogadores deixam a base
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“O jogo envolve muita
adrenalina, mesmo sem trocar tiro com ninguém. Você fica naquele
suspense de saber se vai confrontar com alguém. O competidor tem que ter
muita frieza e calma”, avalia o empresário Jean Pereira, capitão da
equipe GTP.
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Jogador caminha lentamente para não ser pego de surpresa
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Para
o policial militar Walmir Ferreira, integrante da equipe Conquista, o
paintball é uma forma que ele encontrou para se divertir, fazer novos
amigos e aprimorar as técnicas que aprende na PM.
“O
cenário é bem parecido com uma favela. Esse é o modo mais fácil de se
aperfeiçoar aproximando-se da realidade”, compara, completando que sua
profissão o favorece parcialmente. “Tem jogadores que não são militares,
mas são bons. Têm técnica, garra e disposição. É muito relativo”.
“O esporte é baseado nos valores da amizade, do respeito, da responsabilidade e da confiança. Como lazer, qualquer um pode brincar”, finaliza.
| André Durão |
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Competidor é atingido por disparo e se rende
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