Bruno Teles, ex-Grêmio, elogia atividades extras do treinador do Krylya Sovetov e destaca eficiência dos jogadores russos nas batalhas: "Verdadeiros profissionais"
Entre treinos táticos, técnicos e físicos, o elenco do Krylya Sovetov, equipe da segunda
divisão da Rússia, troca a bola por uma arma e vai para a batalha. Mas é tudo
pacífico. Buscando inovar e acelerar a integração dos atletas, o treinador Franky
Vercauteren escolheu o paintball como um dos métodos de treinamento extra do
time e ganhou a aprovação dos jogadores.
De acordo com o o lateral brasileiro Bruno Teles,
ex-Grêmio, a atividade é de
extrema importância para ajudar na adaptação ao clube e conhecimento dentro do jogo.
-
São dois grupos e montamos nossa estratégia por nós mesmos para atacar o
outro grupo com maior eficácia. Isso acontece no campo de futebol
também. Há momentos em que o treinador não pode nos ajudar por alguma
circunstância do jogo e precisamos decidir o mais rápido possível o que
fazer em um momento de dificuldade. Esse tipo de atividade ajuda a
despertar a liderança dentro de cada um e também aproxima o grupo.
Na Rússia desde 2012, o
jogador procura aproveitar ao máximo todos os trabalhos propostos pelo
comandante que chegou na atual temporada, mas admite, com bom humor, que
ele e seu compatriota, Nadson, sempre levam a pior contra os russos no
paintball.
- O Nadson é sempre um dos primeiros a sair. Eu falo que nós brasileiros não
temos tradição com essa coisa de guerra, e os russos já tem. Talvez por isso
que eu vi alguns jogadores como verdadeiros profissionais, se arrastando no
chão, deslizavam na neve e atiravam com uma precisão incrível. A gente dá muita
risada em cada encontro ou atividade assim. Ao contrário da imagem de muito
sérios que temos deles no Brasil, os russos também gostam de brincar e são
divertidos.
Em conjunto com o preparador físico do Krylya, Vercauteren propõe outras
atividades com o grupo longe dos gramados, como corridas no parque e alongamentos
à beira do rio Volga. As atividades estão dando resultados positivos,
principalmente na tabela de classificação.
A equipe é líder da segunda divisão
do Campeonato Russo, com 31 pontos, um a mais do que o Anzhi, e luta pelo acesso ao grupo de elite do futebol do país.
- Somos um grupo muito mais forte do que no inicio da temporada. Nota-se
que os jogadores estão se ajudado mais dentro de campo e que somos uma equipe
mais madura. Nosso treinador já foi campeão belga pelo Genk, trabalhou em
grandes equipes e tem muita experiência no futebol. Já jogou Copa do Mundo pela
seleção da Bélgica também e por isso acredito que ele saiba lidar com os
jogadores no dia a dia. Começamos não muito bem o campeonato, mas depois fomos
assimilando aquilo que o treinador queria e com o passar dos jogos fomos ganhamos
confiança e, consequentemente, pontos.
FONTE: http://globoesporte.globo.com



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